A importância do Contrato de Compra e Venda de Imóveis ­(parte 2)

Olá!  Vamos continuar falando sobre a importância do Contrato de Compra e Venda?

É com grande alegria que lhe recebo nesse blog, que foi preparado para você como um espaço adequado para discutirmos sobre o Mercado Imobiliário.

Você está preparado? 

Então vamos, Lá!

Nesse post daremos continuidade ao Contrato de Compra e Venda (parte 1), pela suma importância que este possui no mercado imobiliário e mesmo no mercado global já que o mesmo constituí-se no principal instrumento mundial de transferência de riqueza.

Pois o âmago deste contrato está em colocar algo à venda, pelo qual se recebe justo preço pela compra, mediante condições pactuadas.

O contrato.

Não é diferente o Contrato de Compra e Venda de Imóveis, veja o que diz o Artigo 481 do nosso Código Civil:

“Pelo contrato de compra e venda, um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa, e outro, a pagar-lhe certo preço em dinheiro.”

Porém, comecei esse meu artigo sem antes me apresentar, meu nome é Tiago Maia, sou Consultor Imobiliário e Engenheiro Civil, e juntamente com a Daihane Cézar, temos compartilhado da nossa experiência de mais de 10 anos de Mercado Imobiliário com nosso leitores, amigos, clientes, e qualquer outro interessado nesse tema.

Feitas as honras, percebo que o nosso estimado mercado, por focar muitas vezes na realização do negócio propriamente dito, acaba por se “passar” em “detalhes negociais” que devem ser pactuados no Contrato de Compra e Venda, como alude o nosso Código Civil no Artigo 357:

“Determinado o preço da coisa dada em pagamento, as relações entre as partes regular-­se-­ão pelas normas do contrato de compra e venda.”

Tenha cuidado!

Antes de falar sobre algumas dessas Normas do Contrato de Compra e Venda de Imóveis, quero alertar para um erro grave, a saber:

Quando se fecha um negócio imobiliário, pouca ou nenhuma atenção é dada à elaboração do Contrato de Compra e Venda de Imóveis, e a ansiedade pelo fechamento do negócio às vezes redunda em transtornos futuros simplesmente por não se lê aquilo em que se compromete.

Você já passou por essa situação?

Deixe o seu comentário ou nos procure para compartilharmos de experiências práticas que por certo enriquecerão todos os envolvidos na cadeia produtiva do mercado imobiliário.


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Feito o alerta quero frisar algumas destas Normas, que se pactuadas de Forma incorreta no Contrato de Compra e Venda de Imóveis, podem trazer muita dor de cabeça futuramente, são elas:

1) A Evicção de Direito e importância do Contrato de Compra e Venda:

A Evicção de Direito se consolida quando a parte Compradora em ato futuro vem a perder o domínio da coisa adquirida por fato que lhe é alheio, tornando-se assim EVICTO. Então, onde os problemas começam quando o assunto é evicção de direito?

Vamos ao que interessa…

O Código Civil declara no Artigo 448 a possibilidade da EXCLUSÃO da responsabilidade pela Evicção.

Pois bem, o mais grave mesmo está por vir, pois o mesmo Diploma Legal sela no Artigo 449 que:

“Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der, tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do risco da evicção, ou, dele informado, não o assumiu.”

Agora faça, um exercício de reflexão e imagine adquirindo um imóvel em hasta pública, uma grande oportunidade de investimento, e por fim ocorre a evicção de direito pois o antigo mutuário consegue reverter processo em andamento cujo o objeto é o imóvel que você um dia adquiriu como imperdível oportunidade.

Então você vai para o Contrato e lê algo assim:

“Fica o adquirente ciente sobre a exclusão do direito à evicção, devido ao Alienante registrar de forma expressa tal risco que constitui o negócio e reflete no preço do objeto deste contrato, cujo adquirente assume com todos os seus efeitos à partir da assinatura deste instrumento.”

Agora, tome um “Dorflex” e se imagine recorrendo ao nosso Judiciário levando consigo tal contrato de compra e venda, para buscar os seus direitos em processo contra o alienante.

Pois bem, como leitor inteligente, respire fundo e continue comigo para evitar tais riscos e ser sempre diligente quando o assunto é Contratos e em particular o Contrato de Compra e Venda de imóveis.

2) A Preempção e a importância do Contrato de Compra e Venda:

Eu sei que você ainda está se imaginando recorrendo ao Judiciário, mas prometo a Preempção é mais direta, portanto caberá a você o zelo por não errar dessa vez combinado? 

Vamos lá, o próprio Código Civil traz a seguinte máxima no seu Artigo 513:

“A preempção, ou preferência, impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedor a coisa que aquele vai vender, ou dar em pagamento, para que este use de seu direito de prelação na compra, tanto por tanto.”

Entenda que dar a preferência de compra para outrem pode ser bom, pois no mínimo você já possui um comprador garantido para o caso de, por qualquer motivo, você necessite alienar o bem.

O que não é bom, ocorre quando você assume obrigações contratuais por expressão de vontade e depois precisa responder por elas, que não tardam a lhes cobrar o preço:

Pois nesse diapasão o Diploma Legal afirma no Artigo 518 que:

“Responderá por perdas e danos o comprador, se alienar a coisa sem ter dado ao vendedor ciência do preço e das vantagens que por ela lhe oferecem. Responderá solidariamente o adquirente, se tiver procedido de má-fé.”

Você não precisa se imaginar respondendo por perdas e danos por algo que você pactuou e irá dizer que “não lembra”, ok?

Seja diligente, inclusive escrevemos como nesse artigo AQUI e continue comigo!

3) A Adjudicação Compulsória e a importância do Contrato de Compra e Venda:

Nós que vivenciamos o mercado imobiliário conhecemos largamente a obrigação Legal a seguir:

“Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.”

Pois bem, na minha experiência profissional, já vi mais de uma vez, e fui consultado outras tantas vezes sobre essa mesma temática, a saber, prometida a venda a outrem surgiu novo comprador em condições mais vantajosas, e agora o que fazer?

Muito embora, a resposta parece simples se o problema for observado do prisma da ética e dos bons costumes, todos os que trabalham com o público sabem os desafios diários encontrados por aqueles que militam no árido campo de batalha de Mediar Conflitos de terceiros.

E é daí que surge a Adjudicação Compulsória no Contrato de Compra e Venda de Imóveis, pois estando o mesmo gravado na matrícula do imóvel, surge o direito evocado no Artigo 1.418 do nosso Código Civil, veja:

“O promitente comprador, titular de direito real, pode exigir do promitente vendedor, ou de terceiros, a quem os direitos deste forem cedidos, a outorga da escritura definitiva de compra e venda, conforme o disposto no instrumento preliminar;

e, se houver recusa, requerer ao juiz a adjudicação do imóvel.”

Registre!

Perceba que se há no nosso Ordenamento Jurídico, tal premissa para aplainar futuros litígios tendo o imóvel transacionado no Contrato de Compra e venda como objeto principal, eu indico fortemente que as Cláusulas Pactuadas neste instrumento na hora da transação sejam posteriormente registradas na matrícula do bem para resguardar todos os direitos cabíveis ao então adquirente.

Entendeu importância do Contrato de Compra e Venda? Se você chegou ate aqui, agradeço mais uma vez pela sua presença no nosso blog.

Deixe seu comentário logo abaixo.

Até a próxima.

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